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Caro escritor, Ruy Câmara
Não encontro palavras para falar sobre a sua grande Obra “Cantos de Outono”. Sinto-me incapacitado de proporcionar um comentário merecido à essa gigante obra. E ao ler descobri o quanto ainda sou um aprendiz diante tamanha riqueza de expressão, espírito, sensibilidade, estilo e produção.
Tenha certeza, caro Ruy, que “Cantos de Outono” sempre e eternamente falará por si, dispensando qualquer análise, avaliação, crítica ou comentário.
Imagino e resumo “Cantos de Outono” como o encanto da “Jóia Rara do Nilo” e seu valor encontra-se no fato da mesma estar acima de qualquer outra Jóia por ser simplesmente intocável pela crítica dos joalheiros de todos os tempos.
Esta Obra incentivou em mim mais do que nunca a vontade de levá-la para o mundo Árabe, onde representará o espelho da própria vida de muitos povos do oriente médio.
Fady Georges Chahin
Tradutor para Árabe
em 23/11/2004
Cher, Ruy Câmara.
A tradução do seu livro “Cantos de Outono” é uma tarefa cativante. Cada frase tem sua
arquitetura e cada palavra sua determinada função. Se retirar uma, tudo desaba. É um trabalho minucioso.
Com certeza lhe consultarei sobre algumas dúvidas.
Ainda estou traduzindo o primeiro capítulo, mas está indo tudo bem
Marie-Hèléne Paret Passos
Tradutora para o Francês
em 23/11/2004
Em Cantos de Outono, nada escapou ao lúcido olhar de seu autor. Ele guarda o ritmo da vida de seu personagem, cujo texto funciona como uma máquina fotográfica, captando flagrantes do seu cotidiano. Transporta-nos através de suas páginas ao centro culminante do romance, onde predomina o lirismo característico das mais belas composições literárias do romantismo, com riqueza de metáforas sinestésicas. E, assim, com uma linguagem irretocável, ele capta como ninguém os fragmentos de uma vida atormentada, que foi a de seu personagem. Trabalhando este material com a urdidura de uma obra de arte, Câmara soube como poucos elevar o romance aos momentos mágicos da criação literária.
Destarte, com uma fantástica genialidade de criação, o autor biografa a vida em romance de Isidore Lucien Ducasse, autor de “Os Cantos de Maldoror”. É dessa proficiência do fazer literário que desponta o romancista, somente comparado aos grandes autores universais, tais como: Émile Zola, Gustave Flaubert.
Enfim, como dizia o jornalista inglês Oscar d’Ambrosio,”… existem certos autores privilegiados que merecem ser conhecidos e apreciados com um suave sorriso, uma confortável poltrona e uma xícara de chá.” Sem dúvida, em Cantos de Outono, em cada gole sorveremos uma página de um dos nomes menos conhecidos e mais talentosos desse século. Afinal, Ruy Câmara transforma o desafio da escrita em prazer de leitura, própria dos mestres da palavra. É uma obra de grande finura que versa sobre um tema pouco freqüentado, com penetração psicológica e trágica que confunde realidade com ficção, “é a literatura virada pelo avesso”.
Recomendo a leitura deste admirável talento, que será reconhecido em breve por todo mundo.
Zinah Alexandrino
Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil
em 22/11/2004
Estou lendo devagarzinho como o texto de Ruy Câmara pede. Assim como quem bebe um vinho de uma safra especialíssima, sem pressa de tomar a última gota. Apresso-me em louvar o autor porque é admirável como ele, Ruy Câmara, se instala no reino do romancista: o reino da fabulação. As páginas lidas me autorizam a dar os meus parabéns pela obra. E que obra.
Antônio Torres
Escritor
Rio de Janeiro em 17/12/2003
Esse livro me derrubou como uma tapa, uma daquelas bofetadas pessoanas que nos põe em nocaute. Li-o cerrada e desesperadamente de um só fôlego como se bebe um litro de absinto numa taberna qualquer de tarde qualquer de um beco qualquer parisiense. Cheguei a escrever sobre ele numa espécie de “diário” que ando lapidando, em goles curtos e espaçados. Mas pretendo escrever um comentário crítico mais objetivo… Gosto do estilo alongado em fluxo narrativo contínuo, das frases poéticas, das alusões intertextuais, das citações, enfim, do compacto técnico-literário e da pulsação formal que presidem a arquitetura do seu texto. Mas gosto ainda do personagem – o poeta e o homem Isidore Ducasse, da sua travessia vagabunda e dolorosa pelo corpo da vida, vida que Ruy Câmara soube reconstituir e inventar tão bem no bojo do romance -, assim como gosto dessa personagem candente, deusa absconsa, voluptuosa e desolada que me parece a Paris da segunda metade do século XIX, sob os tacapes descontrolados da guerra franco-prussiana. É um romance fantástico, esteticamente perfeito. O seu Canto, o seu Cantos de Outono , doravante está ligado visceralmente aos Cantos de Maldoror , e isso me orgulha e me comove, pois um dia, uma noite, já estivemos justos, partilhando a alegria maior da amizade e da boemia.
Hildeberto Barbosa Filho
Doutor em Literatura UFPB
João Pessoa – PB, 17.12.2003
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